sexta-feira, 20 de abril de 2012

Desabaf... oh!


Tem coisas que tem que serem ditas!
A um psicólogo, amigo, Deus, ao foco.
Nem tudo a gente carrega sozinho, é por isso que nos relacionamos com tantas pessoas.
Na verdade nada a gente faz sozinho, só nossas escolhas... Mesmo assim, vem carregadas de companhias!
O silêncio nem sempre é justificável.
Se calar? Enquanto na alma há um terremoto acontecendo?
Se calar? Para apresentar-se como uma pessoa centrada e madura?
Se calar... Quando se é possível superar.
E se não for? O que justifica o silêncio?
Orgulho, medo, muros... Redundância.
A sentença é simples: o silêncio injustificável corrói, destrói, mói, dói.
Dizer algo a alguém além de si mesma pode ser um remédio.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Do caus ao furacão


É uma dor aguda, uma dor sem nome, sem cor, sem toque. Por isso é tão forte.
Uma dor de memória, de sonhos, de possibilidades.
Uma dor de perguntas sem respostas.
Dor que dói os ossos, esfria o estomago, acelera o coração, seca lágrimas.
Dor daquilo que não foi vivido, sentido, ouvido.
Dor do vazio...

Mas as lembranças, ah! Essas são de fazer o sujeito perder a voz!
Cada esquina, cada olhar, uma recordação.
Letras, palavras, orações, frases... Recheadas de lembranças.
Lembranças agudas, com nome, com cor, com textura. Por isso são tão fortes.

Por isso é tão difícil, são dores e lembranças heterogêneas demais pra caber dentro de um mesmo ser. São perguntas demais, sentimentos demais. Racionalidade e irracionalidade se colidem.

É, eu vou de volta ao começo. Do caus ao furacão.
Por uma alma equilibrada e um córtex eficiente.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Limitações

Não quero ser escrava das minhas limitações, devo a todas elas muito respeito.
Elas me lembra o tempo todo que não posso tudo, não tenho tudo, não aguento tudo, não sou tudo.
Elas põem meus pés no chão, me desafiam, me confundem.
Muitas das minhas limitações são bem comuns, mas meu jeito de olha-las é único, e de senti-las, traduzi-las.
Então é aí que reconheço-me como humana, tão singular, tão preciosa! Que por mais "clichês" que sejam meus desafios, eles são meus e deles eu faço o que quiser!
O limite pode ser enxergado como o final, aquele que me impede, me paralisa, que diz "já deu pra você". Ou pode ser visto como um novo ponto de partida, o que me faz dar mais um passo para o inesperado, e me propõe assim uma nova oportunidade de ampliar minha visão e de se apresenta como fronteira.
Valorizando nossas fronteiras (ou limites, como desejar ver), todo e qualquer obstáculo encontrado a caminho de um objetivo tem um significado especial tanto na glória quanto na derrota. A glória de conquistar e se superar, ou a glória de chorar e aprender que nem sempre estamos preparados para lidar com novos territórios, que o mundo não gira em torno das nossas vontades, aprender a olhar para aquilo que nos é essencial, que verdadeiramente precisamos, nos auto conhecer. A fronteira pode ser um bom delimitador daquilo que eu preciso x desejo.

Às minhas fronteiras, um muito obrigada! Andem sempre comigo, eu preciso de vocês para crescer, amadurecer e entender um pouco mais sobre felicidade e sobre eu mesma.

domingo, 1 de abril de 2012

O humano desumano


 O que existe em variedade nesta sociedade é incoerência, as vezes muito bela, as vezes catastrófica. O que, ao contrário, deveria colorir o mundo em múltiplas formas e conteúdos é a autenticidade.
 Isto que compartilho é um caso clássico, triste e DESUMANO de contradição, alienação, falta de personalidade e de criticidade.
 Ser humano é ser livre! Não é se apropriar de ideologias burguesas medíocres, não é querer o "bem estar social" através de uma "higienização humana" eliminando tudo que é desagradável a nossa visão limitada e pré-determinada por terceiros.
 Ser humano é ser RACIONAL, usar seu cérebro, e antes de achar conveniente uma "solução prática para um mundo perfeito", deveria ser tendência usar da capacidade exclusiva do homo sapiens de pensar de forma crítica e trabalhar a modificação do meio ao redor em seu favor.
 Dizem que só animais "racionais" como nós são capazes disso, e o que vemos aqui? Um retrocesso, o humano escolhendo ser animal. E o que é mais triste: abdica-se da humanidade própria de cada um, por valores sociais infundamentaveis.
 Se uma pessoa diz "bandido bom é bandido morto" e sonha com um mundo justo, usa o cérebro APENAS pra funções biológicas. O cara é um animal.
 Que falta de humanidade desejar uma "higienização social" as custas da vida de outras pessoas!
 A palavra "humanidade" que uso aqui não é sinônimo de compaixão ou bondade, e sim de RACIONALIDADE. As pessoas simplesmente não pensam.
 Chamo os humanos irracionais de animal por eles se equipararem nas limitações cerebrais. Mas a organização "irracional" dos animais é claramente mais plausível que a nossa.
 Quanto mais eu reconheço minhas prisões, minhas limitações em questionar e/ou modificar posturas, mais me incluo no processo do uso pleno da liberdade, e ainda assim, mais livre me sinto. Estou longe de alcançar a liberdade que sonho, mas reconhecer que tenho e a que tenho já me faz muito feliz!

sábado, 17 de março de 2012

Furor

Se me perguntarem o que me tira a paz...
O seu nome, eu diria.
E lamentaria
Pelo o que poderia
Mas não foi.


segunda-feira, 12 de março de 2012

Olá Querido III


Que brincadeira de mal gosto em? Eu aqui, entregando paulatinamente toda minha alma e você aí, inerte, covarde, roubando-me de mim.

Não sei até que ponto você se rendeu a mim, só sei dos fatos, e o fato é que no momento em que você tem que tomar uma postura, você foge, corre, praticamente morre.

E eu fico aqui, a ver não sei o que, menos você.

Não sei como lidar com essa situação, e olha que já ultrapassa a décima vez que se repete. Mas você querido, tem a maléfica habilidade de me fazer renascer pra você inúmeras vezes, perdoar, amar, compreender, querer.

Perdi a poesia. As vias coloridas. A alegria.

Mas isso é uma condição temporal, e não determinante. Amanhã quando o tempo de sofrer for vivido e sentido, eu voltarei a ser poetisa, a ver as cores pelas avenidas, valorizar as alegrias simples do dia a dia.

Sabe por que? Simplesmente porque minha vida é tão preciosa! Eu investi tanto nela! E não vai ser por um covarde que vou perder a dádiva de ser alegre! Até mesmo porque existe dores mais agudas que as provocadas por um indivíduo que sofre de falta de autenticidade.

Mesmo que eu lhe dirija a palavra com rispidez, quero que saiba que eu tento me colocar no seu lugar. Tento de verdade. Talvez isso não seja tão bom pra sua imagem porque, conhecendo-o como (acho que) conheço, tudo se resume a "covardia".

Por mais intensa que seja a dor de sofrer por algo fora do seu alcance, fora do seu campo fértil de ações, eu dei o meu máximo! Entreguei-lhe a minha alma! Abaixei minhas defesas do orgulho por amor. Porque sempre fui honesta. E tristeza nenhuma supera essa alegria que é ser honesta consigo mesma e com outros a todo o tempo.

É isso que me faz respeitar a dor da perda, e a alegria da mesma. Eu não consigo pensar em você e sentir que "podia ter feito mais..." ou pior ainda, "onde foi que errei?", não tenho interesse em perguntas inférteis. O que me interessa aqui são as atitudes.

Lamento profundamente por termos perdidos a oportunidade de dividir nossas cores, mas se não aconteceu foi porque você quis, e infelizmente tenho a certeza que quem vai sofrer mais com isso é você. Sua postura fraca não permite outro resultado.

Torço por você, sempre será assim. Mas como já disse, minha vida é muito preciosa, investi muito nela, não vai ser por causa de um covarde que eu vou perder a dádiva de ser alegre.

Espero que tenha aprendido algo com tudo isso, o que aqui lhe dedico não é nem a ponta do iceberg que com você tive o prazer de conhecer. Só a dor nos faz crescer, depende de como lidamos com ela.

Chore, arrepende-se, mude. Dedique-se ao máximo para uma outra pessoa, você tem um grande potencial. Boa sorte.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Por William Shakespeare

"Extrapolei os sonhos! Vivenciei as mágoas! Convivi com os fracos! Suportei os falsos! Me mantive em pé. Varri da alma, o desprezo inútil e a descrença falsa! Reabri meu coração à vida, deixei florescer a ternura. Olhei em volta de mim para o céu sem fim... Aceitei o mundo... Aceitei a vida... Aprendi a me amar, sem mandamentos, pela simples razão de amar. Se cheguei onde estou foi graças ao que vivi, sofri, sorri, corri."