domingo, 10 de abril de 2011

Ao Fim De Tudo


Minhas lágrimas não caem mais,
Eu já me transformei em pó
E os meus gritos não se escutam mais
Estão na direção do Sol
Meu futuro não me assusta ou faz
Correr pra desprender o nó
Que me amarra a garganta e traz
O vazio de viver só...

Se alguém encontrou um sentido para a vida, chorou
Por aumentar a perda que se tem ao fim de tudo transformando o silencio que até então é mudo
Naquela canção,
que parece encontrar a razão
Mas que ao final se cala frente ao tempo que não para frente a nossa lucidez ♪

Duca Leindecker

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Jéssica


Existem várias delas
Com defeitos e qualidades em variedades
Mas
uma em especial
Tenho
com ela uma amizade surreal

Com ela que aos 13 fugíamos de casa juntas
E que constantemente (e comicamente) sonhava
Que nossos pais nos capturava
Das nossas infantis aventuras

Aquela a qual uma lia o diário da outra
De onde, sem querer, confirmávamos
Mais do que confiança mútua
Nossa irmandade presa laços

Ela que inexplicavelmente como
Me apresentava as mais lindas odisséias
Pelo simples ato de recordar
Ou de juntas sair, beber, dançar e brigar!

Ela que divido tudo
Roupas, bijuterias, dúvidas e descobertas
E faz com que aqueles sentimentos mais clichês
Não sejam para mim meramente démodé

A você minha queria amiga
Um mundo de fantasias submergidos na realidade do dia a dia
Para que sempre, SEMPRE seja abençoada e feliz
E conte comigo como sua força motriz.

Ps.: I'm here with you, all the time s2

sábado, 2 de abril de 2011

Pior que um é nenhum



 Deixe-me desculpar pra começar. Deixe-me desculpar pelo o que estou preste a dizer, penso que sinto algo por você.
 Isso é estanho, como pensar em sentir?
 Simples, o problema todo esta em admitir. Isso é tão clichê... Os povos mesopotâmicos, egípcios, da terra média, dos anos 30, nossos contemporâneos... Todos temos uma grande dificuldade de lidar com o orgulho, com o medo, com a rejeição.
  Se acreditamos na vida eterna, se acreditamos que só estaremos aqui na Terra uma única vez, se temos certeza da morte... Por que limitar nossos sentimentos apenas ao nosso coração? Por que não espalhar nossas ideias, nossos afetos, nossos sentimentos? Por que nos sentirmos vítimas com corriqueiros fatos da vida?
 Deixe-me desculpar pelos meus 'e se?', probabilidades e/ou possibilidades nunca fez alguém chegar a algum lugar.
 Deixe-me desculpar por ficar 'entre', entre minha dúvida e minha fé, entre mentira e a verdade, coragem e medo, entre a superficialidade e a entrega.
 Um dia eu fui minha própria segurança, só eu me bastava, mas hoje, hoje tudo mudou. Tudo mudou quando decidir enxergar o mundo tal como eu entendia, e não como outros me sugeriram uma compreensão. Tudo mudou quando percebi que agora eu tenho que me virar, que meus sentimentos são comuns e não devo sentir necessidade de pedir ajuda por algo que todos passamos, e que de alguma forma temos dificuldades semelhante.
 Tudo mudou quando percebi que começar pode ser tão simples, que dizer adeus nem sempre é o melhor caminho, que a rejeição nem sempre representa um 'não' definitivo.
 Tudo mudou quando percebi que pior que um é nenhum. Pior que ter uma chance é não pensar nem por nenhum segundo em aproveita-la, pior que não amar uma pessoa é não escolher nenhum indivíduo para compartilhar tal dádiva, pior que não ter um sentimento positivo e não desenvolver nenhum dentro de si.
 Pior que não acreditar que temos uma única qualidade, é nunca termos vistos as inúmeras que nós mesmos possuímos, e as outras que todo mundo também. Qualidades que nos completa, ensina, amedronta ou encoraja. Que nos faz sentir vivos ao nos fazer sentir como se realmente tentássemos, aproveitássemos, do tempo e das oportunidades que sabemos que temos e que vivemos no presente.
 Deixe-me desculpar por pensar de mais, e sentir de menos.

terça-feira, 29 de março de 2011

Dia pós dia

Acorda e pensa: chegou a hora.
Levanta, sentindo-se ainda na cama
Café, queijo, biscoito
Saia, salto e elegância.

Agora que as Américas foram exploradas
Que a nação foi construída
Nascida de uma ideologia
Que hoje compõe nosso dia a dia

Que sentido faz a saia o salto e a elegância?
Que sentido faz o Heliocêntrismo imerso no antagonismo?
Que sentido faz queimar o sutiã, comprando o eletrodoméstico do amanhã?
Que sentido faz... Que sentindo faz?

O sentido faz, faz acontecer
Pela fé que temos no amanhecer
O sentido faz, faz a gente se mover
Por aquilo que não entendemos, apenas cremos...

Cremos na saia, no salta e na elegância
Por simbolizar a quebra de paradigmas
De que qualquer petulância
Que um dia só era esperança, hoje se transformou numa realidade em abundância.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Príncipe Encantado



Eu quero esperar por um príncipe encantado, no seu branco cavalo
Eu quero esperar pela hora certa, naquela manhã épica
Eu quero acreditar no impossível, no inteligível

Quero exigir o máximo
O máximo do amor, carinho e amizade
Máximo de respeito e lealdade

Eu espero, questiono e quero
Tudo aquilo que ninguém acredita
Pelo simples fato de me achar probo e capaz
De me mostrar como princesa, para alguém que realmente mereça.

segunda-feira, 21 de março de 2011

As pessoas querem acreditar...

 Por mais céticas que nossas palavras possam soar, no íntimo temos a simples carência em querer acreditar e em poder confiar.
 Queremos acreditar que é possível resolver problemas éticos entre os africanos, judeus, cristãos e mulçumanos.
 Acreditar na capacidade de ser honrado e honesto; e que a ganância que gira em torno do capital, do bem material, não supera o ato de ser sincero.
 Cada pessoa quer confiar no respeito; algumas querem respeito a Eucaristia, a um homem que nasceu da Virgem Maria; já outros anseiam que respeite a Vaca, a Barata, e a um homem que nasceu de uma flor.
 As pessoas almejam crer no amor verdadeiro, em “Romeu e Julieta", no pingüim que encontra, e se encanta, por sua única parceira; um amor recíproco, justo e eterno, recheado de momentos épicos...
 O problema do nosso “querer” é que geralmente vem agregado a mais outros dois verbos, “esperar” e “agir”. E se colocados de modo imperfeito, imobiliza qualquer sujeito.
“Nós queremos acreditar no amor sincero, no respeito étnico, na honestidade das palavras, na corroboração de cada religião. Mas esperamos, por orgulho ou por medo, que o outro aja de tal forma comigo primeiro.”
 Desejar definitivamente não é tão fácil quanto parece. Existem barreiras para deixar a busca mais excitante, ou distante...
 Talvez fosse mais conveniente buscarmos aquilo que precisamos do que aquilo que queremos. Seria mesmo melhor, se o que precisamos não fugisse a nossa limitada compreensão.
 O que nos resta, ou pode nos restar, é colocar os mesmos três verbos citados de forma diferente de nossos anseios: “Queremos sim a mudança,a exaltação dos bons sentimentos. Mas (incrível como esse artigo aparece nas relações humanas!) devemos esperar o tempo do outro, não é porque estou pronta que o resto do mundo também deve estar, contextualizar é sempre a opção mais prudente; para enfim agir, por aquilo que acreditamos tanto que de desejo se eleva a fé.”
 Saber o que queremos, a hora de esperar e a de agir, do que precisamos... São conhecimentos que, para aqueles que o domina, realmente tem em mãos a maior dádiva da vida.
 A nós, simples humanos que buscam conciliar o que queremos ao que precisamos, nos resta mover pela fé, aquele sentimento peculiar e quase instintivo que entra em constante atrito com nosso racionalidade, mas que de alguma forma, por algum motivo, atende as nossas mais intrínsecas necessidades.

domingo, 13 de março de 2011

Finalização




Eu decidi esquecer...
cada gesto significativo ou nem tanto.
Decidi isso pelo simples fato de não confiar,
ou estar exausta de tentar.